O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC-IBGE) registrou alta de 0,81% em abril de 2026. Com isso, o índice acumula 4,11% nos últimos 12 meses, voltando a ultrapassar a marca dos 4%.
O INPC é o principal indicador utilizado para reajustar salários nas negociações coletivas e corrigir benefícios previdenciários acima de um salário mínimo. Por isso, sua variação impacta diretamente o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras.
Alimentação e saúde pressionam a inflação
Em abril, os grupos que mais influenciaram o resultado do INPC foram Alimentação e bebidas e Saúde e cuidados pessoais, que registraram altas de 1,37% e 1,31%, respectivamente.
O avanço dos preços desses grupos afeta diretamente o orçamento das famílias, especialmente em despesas essenciais do dia a dia.
Educação lidera alta acumulada em 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses, o grupo Educação registra a maior alta, com avanço de 5,99%.
O cenário reforça a pressão do custo de vida sobre famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, público utilizado como referência pelo índice.
Segundo projeções do Banco Central, considerando uma inflação média de 0,27% nos próximos meses, a expectativa atual é de um INPC acumulado de 4,16% para a data-base de 1º de junho e de 4,59% para a data-base de 1º de novembro.
Fonte: IBGE e Banco Central
